Alternativas para a fixação da contenção fixa

Este post é para os colegas (Ortodontistas). O artigo publicado na revista Clinica de Ortodontia da Dental Press (abr./mai. 2007) de autoria de Lívia Barbosa Loriato, André Wilson Machado e José Maurício de Barros Vieira traz algumas técnicas para fixação da contenção rígida durante o procedimento de colagem nos dentes antero-inferiores.

Dentre as alternativas descritas estão o uso de fio dental, amarrilho metálico, elásticos em cadeia ou intermaxilares e jigs de cera ou alginato.


Resumo:

A fase de contenção após o tratamento ortodôntico é uma importante etapa para a manutenção dos resultados obtidos e estabilidade do tratamento. Em relação à recidiva ortodôntica, a região de maior preocupação é a ântero-inferior, vista a freqüência do apinhamento dos incisivos associada à sua etiologia multifatorial. Dessa forma, a contenção fixa ântero-inferior tem grande aplicação clínica por sua praticidade, simplicidade de confecção, conforto ao paciente e por dispensar a colaboração quanto ao uso. O objetivo deste artigo é abordar o passo-a-passo de algumas alternativas para sua fixação durante o procedimento de colagem, auxiliando os clínicos e pós- graduandos da área de Ortodontia a reduzir as falhas deste tipo de contenção.

Técnica 1
Após a remoção do aparelho fixo, utilizam-se dois segmentos de fio dental posicionados na distal dos incisivos laterais. Posiciona-se a contenção por lingual e, em um dos lados, o fio dental é introduzido na face mesial do incisivo lateral e levado até a face vestibular. Amarra-se o fio dental nessa região de forma rígida e repete-se o mesmo processo do lado oposto. O fio dental também pode contornar todos os quatro incisivos e ser amarrado na linha média por vestibular.

Técnica 2
Com o paciente ainda com o aparelho fixo e arco ortodôntico, prende-se a contenção a um pedaço de amarrilho de aço. Posiciona-se a contenção por lingual e, em um dos lados, coloca-se o fio de amarrilho por baixo do arco ortodôntico, na região entre incisivo lateral e canino, abaixo do ponto de contato, amarrando e fixando todo o conjunto. Repete-se o mesmo procedimento no lado oposto, de forma que a contenção permaneça fixa e firme. Em seguida, com a contenção em posição, o procedimento de colagem pode ser iniciado.

O mesmo procedimento também pode ser feito com o uso do fio dental ao invés do fio de amarrilho, seguindo os mesmos critérios.

Técnica 3
Este método é o mais simples e rápido, sendo utilizado quando o paciente já se encontra sem o aparelho fixo, porém o risco de movimentação da contenção durante a colagem é maior. Com a contenção já confeccionada, esta é adaptada em sua posição ideal na boca do paciente. Em seguida, pressiona-se a cera utilidade contra os incisivos centrais em sua face vestibular e lingual, englobando a contenção com a cera. Assim, ela estará posicionada para a realização da colagem das extremidades. Caso a fixação selecionada seja dente a dente, após a colagem das extremidades, remove-se a cera e prossegue-se o procedimento de colagem nos demais dentes.Técnica 4
Através da utilização de um segmento de elastômero tipo corrente, introduz-se a contenção no primeiro elo. Em seguida, com a contenção em posição, passa-se a corrente elástica na superfície interproximal, abaixo do ponto de contato, entre o incisivo central e o lateral. Contorna-se por vestibular os incisivos centrais, introduzindo novamente na superfície interproximal entre o incisivo central e lateral do lado oposto, no sentido de vestibular para lingual. Desloca-se a contenção de forma que sua extremidade se aproxime da corrente elástica e, então, com a corrente elástica esticada, introduz-se a contenção em outro elo.

Dessa forma, a tensão da corrente elástica permitirá que a contenção fique em posição para realização da colagem das extremidades. Caso se planeje a colagem dente a dente, após colar as extremidades, deve-se remover a corrente elástica para que não haja nenhum afastamento indesejado entre os incisivos. Em seguida, segue-se o procedimento de colagem nos demais dentes.

Técnica 5

O elástico de borracha utilizado pode ser o de tamanho 5/16”, o qual permite suficiente fixação para a contenção 3-3. Inicialmente, introduz-se a contenção no interior do elástico e, com esta em posição, passa-se o elástico nas faces mesial e distal do incisivo lateral, abaixo do ponto de contato. Contorna-se a face vestibular dos incisivos, introduzindo novamente na mesial e distal do incisivo lateral do lado oposto.
Desloca-se a contenção de forma a permitir que ela passe por dentro do elástico que envolve o incisivo lateral. Posiciona-se adequadamente a contenção e se segue com a colagem das extremidades. A mesma consideração deve ser feita quando realizar colagem dente a dente, ou seja, remove-se o elástico após a colagem das extremidades para só então colar os incisivos. Outra opção de posicionamento do elástico de borracha 5/16” é introduzi-lo na superfície interproximal entre incisivo lateral e canino em ambos os lados, permitindo o elástico envolver todos os incisivos. Adapta-se a contenção na superfície lingual do dentes e, em seguida, passa-se a porção lingual do elástico envolvendo a contenção e encaixando na superfície interproximal entre incisivos central e lateral em ambos os lados. Assim, obtém-se o mesmo posicionamento da contenção e do elástico.

Quando se opta por utilizar um elástico de menor calibre, como o 3/16”, passa-se o elástico nas faces mesial e distal do incisivo lateral, abaixo do ponto de contato em ambos os lados. Em seguida, posiciona-se a contenção na face lingual dos dentes ântero-inferiores e passa-se a porção lingual dos elásticos envolvendo a contenção e encaixando nas faces mesial e distal dos incisivos laterais em ambos os lados. Assim, a contenção estará posicionada para a realização da colagem das extremidades. Esta técnica foi sugerida previamente por Zachrisson.


Técnica 6

Com o modelo de gesso do arco inferior, a contenção já confeccionada e as extremidades fixadas no modelo com cera, manipula-se uma pequena quantidade de alginato que será colocada nos incisivos. Durante o tempo de trabalho do alginato, moldam-se os incisivos nas suas superfícies vestibular e lingual. Após tomar presa, o excesso de alginato é recortado, formando um jig que envolve os incisivos centrais por vestibular e lingual, bem como a contenção.

Com o conjunto jig de alginato e contenção prontos, leva-se à cavidade bucal para a realização do procedimento de colagem.
Após a fixação da contenção, deve ser dada atenção quanto ao preparo da cavidade bucal para o procedimento de colagem. O campo deve estar com o devido isolamento relativo, seguindo-se o condicionamento ácido da superfície lingual dos dentes que receberão o material de colagem. Após lavagem e secagem do dentes, segue-se a aplicação do material de colagem, de acordo com as instruções de cada fabricante.

Fonte: http://www.dentalpress.com.br/ (para visualizar o artigo na íntegra)



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